UCI anuncia cotas de atletas para o ciclismo de estrada das Olimpíadas de Tóquio 2020. O Brasil está fora!

Estamos fora das disputas no ciclismo de estrada depois de 36 anos, tanto no masculino, quanto no feminino. 

O Brasil não conseguiu uma das 11 vagas do masculino e 6 no feminino que foram disponibilizadas para America do Sul e Central. Países como Guatemala, Panamá e Peru conquistaram vaga, o que evidencia o grande problema político e estrutural que estamos enfrentando e que acaba ocasionando a total falta de incentivo ao esporte que atualmente não possui nenhum representante nas equipes do World Tour.

O último brasileiro que participou de uma equipe World Tour foi o catarinense Murilo Fischer, que se aposentou, logo depois das Olímpicos do Rio, em 2016. Murilo correu na elite mundial desde 2009, sendo que finalizou a carreira depois de 4 anos de contrato com a equipe francesa FDJ.

Os grandes resultados nacionais aconteceram no início da década de 1990 com Mauro Ribeiro que obteve nossa maior conquista ao vencer uma etapa do Tour de France em 1991 e, depois, nas décadas subsequentes com vitórias de Luciano Pagliarini e Murilo Fischer. Durante esse período o Brasil sempre esteve presente nas provas de estrada das Olimpíadas.

Atualmente temos alguns brasileiros correndo em equipes europeias, sendo que o Ribeirão Pretano, Nícolas Sessles, que atualmente corre pela equipe pró continental Espanhol Burgos-BH, é o nosso principal nome.

Com a dificuldade de conseguir uma vaga em uma equipe europeia, nossos atletas lutam no ciclismo nacional que está em queda livre envolto a escândalos de doping.

Atualmente não temos nenhuma prova que dê pontos para o raking mundial sendo disputada no Brasil e há poucos anos tínhamos voltas de 1 semana em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, que pontuavam e elevavam o nível dos atletas com a presença de equipes estrangeiras.

O início da baixa do ciclismo nacional coincidiu com a última prova de nível internacional disputada no Brasil, a prova de estrada do Rio. Nela Kleber Ramos, atleta da Funvic, foi pego no exame antidoping, foi o primeiro de uma série de outros casos de doping envolvendo atletas da equipe. O número e a sequencia de casos culminou com a cassação da licença Pro Continental e também a perda de seu maior patrocinador: o Carrefour.

Fonte: https://www.digitalcycling.com.br/2019/11/21/uci-anuncia-cotas-de-atletas-para-o-ciclismo-de-estrada-das-olimpiadas-de-toquio-2020-o-brasil-esta-fora/

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